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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Umbanda na Era de Aquário: é tempo de revigorar e se reformular

Umbanda Astrológica na Era de Aquário
Umbanda e Orixás na Nova Era

Umbanda Astrológica na Era de Aquário

Mesmo agora na era digital, onde se tem acesso a tantos blogues, tantos livros, tantos cursos, comunidades, redes sociais e se pode fazer vastas pesquisas, as pessoas ainda insistem nos conceitos ou comportamentos retrógrados no meio religioso. A Umbanda em especial ou mesmo o Candomblé, sofre muito com estigmas dos quais não pode se livrar, banalidades e distorções, como também incompreensões que persistem décadas e décadas. Em primeiro lugar, pelo fato de seus líderes, pregadores, divulgadores e simpatizantes, assimilarem e repassarem os conhecimentos de forma populista ou sensacionalista. Aliado a isso, federações inoperantes em corrigir, terreiros apegados a tradições que não são verificadas, sacerdotes que só pensam em lucrar e uma guerra tremenda, mesmo entre os que se dizem "teólogos de Umbanda" ou que ministram cursos e ainda escrevem livros. Há pouco interesse em desmistificar alusões bizarras e teorias cheias de invencionices!

No entanto, o que ainda nos anima, nos faz acreditar em dias melhores no futuro e o que nos dá forças pra continuar fazendo aquilo que os orixás e anjos querem que façamos, é que tem ainda poucos interessados, que se esforçam para cumprir seu papel e levar ensinamentos. Alguns poucos bons mestres, usam a verdade, a boa vontade e o trabalho árduo pra tentar alertar, como também revisar conceitos distorcidos... Enfim, é um trabalho árduo, longo, cansativo e quase improdutivo, mas, nós temos que continuar lutando.

Conceitos sobre Pombagira, Exu, Orixá de Cabeça, Adjuntó, Orixá de Frente, Guia, Protetores, Caboclos e tantos outros temas, continuam com muita confusão, mesmo entre os adeptos de longa data. Alguns envolvidos por vaidade, outros por ganância e ainda muitos por ignorância. Assim a Umbanda vai sendo sufocada pelo Kardecismo, New Pentecostais, bibliolátras, charlatões e muitos outros deturpadores da Umbanda.

As pessoas tem que levar em conta que a Umbanda não é uma mera crendice, uma coisa de macumbeiro ou que é pagã, sem cultura e que pra entendê-la, bastaria ascender uma vela, bater tambor e conversar com espíritos. Na verdade, foi a forma retrógrada que fez com que conhecimentos sagrados e importantíssimos como o Ifá fosse descartado ou caísse no esquecimento, enfraquecendo a Umbanda. Mas, felizmente, um novo portal se abriu, uma nova Era está em vigor, novas regências espirituais atuam em nosso país. E no meio afrobrasileiro, estamos agora, numa ação do Senhor Orumilá, ele que rege as portas da Era de Aquário e que vem trazendo conhecimentos novos, importantes e que resgatam o livro da vida chamado Ifá! Ele que nos revela sobre o carma, nossas missões, reencarnações, magia com segurança e sobre os orixás. Dele vem os orikís e itâns que sustentam a crença ancestral, mas, que todos os mau intencionados, tentaram abolir.

Estude, se informe mais, não seja tão influenciável, nem pelo puritanismo distorcido cristão e nem pela ganancia sensacionalista de filhos das sombras que agem com pirotecnias, ganancia e sede de poder. Estude, buscai a sabedoria, aprimore seus conhecimentos, conheça-se melhor e conheça melhor as forças ancestrais que te regem. 

Axé a todos

Leia o livro OS SENHORES DO DESTINO, e saibam muitas informações novas e importantes para essa nova era e nova fase da Umbanda. Adentrai os portais da Umbanda Astrológica e o Sagrado Reino de Orumilá-Ifá.

Carlinhos Lima

livro de umbanda astrológica
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Corruptos e corruptores - a busca pela magia negra e poder!

Magia Negra e corpo fechado
Corruptos e corruptores na busca pela magia

Corpo fechado, na busca pelo poder e riquezas


Vimos recentemente, uma polêmica envolvendo o livro da ex-mulher do Senador Fernando Collor, no qual ela alega ter visto seu ex-marido, fazer uso de rituais macabros, como por exemplo, o uso de fetos humanos, para derrotar inimigos. Enfim, se é verdade dela, só eles sabem dizer, mas, a verdade é que a magia negra, infelizmente, sempre foi usada por poderosos ao longo da história. Muitos reis e conquistadores, quase sempre cruéis e sanguinários, como também gananciosos, se utilizavam de bruxos, feiticeiros e astrólogos, para evocar ou invocar forças sobrenaturais para obter poder sobre seus inimigos. Muitos desses conhecedores da magia, eram forçados a servir os desejos insanos desses loucos e muito disso, foi a causa principal, tanto para a ocultação da magia e conhecimentos sagrados, como para a banalização, descrédito e ataques a ela. Porém, a verdade é que mesmo nos dias de hoje, onde supostos cristãos, (que na verdade só buscam poder e riquezas), e que atacam o tempo todo as práticas espiritualistas, um número maior do que se pensa, ainda busca a magia pra conseguir seus intuitos.

Temos hoje em dia, políticos importantes e empresários gananciosos que se valem e muito da magia pra derrotar inimigos e vencer batalhas empresárias ou políticas. E mesmo, muitos debochando, sempre acabam indo bater o tambor, quando se veem na lama ou em desespero. Sabemos bem que na Bahia por exemplo, políticos importantes e ditadores, controlavam a política com manobras, mas, também eram chegados a buscar o auxílio de forças sobrenaturais.

E mesmo os que gostam de repetir frases idiotas do tipo "se macumba desse resultado, o campeonato baiano, terminava empatado...", no fundo sempre acabam buscando o sobrenatural, ou penando numa vida ainda mais medíocre e cega espiritualmente. Na verdade, não é porque dois exercitos mesmo que  treinados igualmente, venham a guerrear que a batalha tenha que terminar empatada! Há uma serie de questões por trás de tudo.

Também costumam outros idiotas, afirmar que "se alguém soubesse algo, ganharia na loteria e ficaria rico". Bem, em primeiro lugar, cada um vem com uma missão e a dos magos, não é propriamente buscar riquezas materiais, mas, essa discussão está além das mentes atrasadas. Outra coisa é que mesmo discutindo num contexto bíblico, teremos argumentações infindáveis pra justificar a existência da magia e o porque magistas não estão a toda hora acertando em loterias. Mas, essa discussão já fizemos aqui e voltaremos em outra ocasião oportuna. 

Porém voltando a questão de poderosos, buscando apoio da magia, sabemos bem que temos políticos importantes, ainda hoje em dia que buscam fechar seu corpo, buscam a magia e por isso, dão trabalho pra cair. Mas, quero relembrar como sempre aos caros leitores, que há forças regendo a vida de todos nós que vão além da vontade de uma ou de outra pessoa. Na verdade, tudo está inserido num contexto maior, mais importante e que vai além de nossa compreensão.

Porém há chaves, códigos e forças que podem mudar sim o rumo das coisas. Por isso alguns caem facilmente por exemplo, na mão da polícia, enquanto outros, jamais caem, pois tem se preparado ao longo da vida, com suas forças espirituais, ancestrais e magísticas. Afinal de contas o mundo é dos preparados. E mesmo puxando para o campo do certo ou errado, do que é ou não justo e se as forças sobrenaturais se designariam a ajudar corruptos, assassinos e malfeitores, quando estes buscam sua ajuda? Sabemos bem que se estiver dentro de desígnios maiores, e se este indivíduo busca força, enquanto os mansos não vão buscar e ficam apenas reclamando da vida, é óbvio que os maus continuam dormindo em cama de riquezas! No entanto, como diz a Bíblia "não invejeis os iníquos..." ou seja, não queira a prosperidade dos maus e pecadores, mas, conquista a tua vitória, calcada na luz, no amor, na justiça e na sabedoria.

Por isso, é bom averiguar nossos códigos pessoais, como já dei uma parcela de contribuição no livro OS SENHORES DO DESTINO E A COROA ASTROLÓGICA DE ORUMILA, e trareia novas informações em novos livros que estou escrevendo. Pois considero o Ifá, o livro da vida e da ancestralidade, aquela que revela todos os segredos dos orixás e que tá sincronizado profundamente com o saber astrológico.

Com o Ifá, o homem pode descobrir seu potencial, seu carma, sua missão e como tirar proveito de seus dons para ser feliz nessa encarnação. E mesmo o que caiu em corrupção e tá sendo perseguido pela polícia, o Ifá sempre terá uma resposta. E mesmo na UMBANDA ASTROLÓGICA, ao olharmos a configuração do mapa, detectando os pontos de magia, proteção e transformação, poderemos encontrar respostas.

Vimos por exemplo, nessa OPERAÇÃO LAVA-JATO, que muitos figurões, estão caindo e um "castelo de cartas" está desmoronando, mas, que certos figurões, se mantém intáctos e inabaláveis. Sabemos que os que caem é que ficam envolvidos apenas na adoração do dinheiro e não cuida-se e por isso estão caindo. Mas, que outros espertalhões, buscam também forças sobrenaturais pra se manter de pé. Todo homem de poder, que quer ser um vitorioso na política, no campo empresarial ou em qualquer outra área, tem que fechar seu corpo, estimular seu poder, seu axé e tá sempre de peito trancado contra qualquer impropério da vida.

A verdade é que nem a Umbanda, o Candomblé, a Astrologia ou qualquer outro campo espiritualista, indica, apoia ou defende a injustiça ou o uso do mal para conquistar. Apenas estamos lembrando aqui que há sempre a segunda vida, a da escuridão, que por dar respostas mais rápidas, será sempre mais acessada. E por isso, falsos umbandistas, falsos fiéis dos orixás, sempre usarão a religião e os conhecimentos, pra extorquir dinheiro, vender magia negra e fazer o mal. E a escolha cabe a cada um, pois o dinheiro corrompe, seduz e domina.
Magia Sexual, Carma Sexual e Pombagira
Magia sexual e submundo


E não só o dinheiro, como também, o sexo, a  traição, a luxuria total e a vida de conforto, que muitos preferem trocar, por sua missão real. As pessoas preferem o aqui e o agora e o resto elas ignoram. E por isso o carma coletivo virou uma baderna só. Até as falsas igrejas, igrejas da moda e falsos cristãos, que dizem defender uma obra bíblica, visam o poder, dinheiro e status! E é assim, pois a matéria seduz, o sexo atrai e o dinheiro corrompe.

Então você, ricaço, mega empresário, político importante que vê seu poder desmoronando, avalie-se espiritualmente, busque respostas, saiba que forças estão lhe cobrando, seja esperto, vire-se não cai por ostracismo ou apatia. Sabia qual a sua missão e o que tá ocorrendo em seu destino.

Que os orixás ilumine a todos!

domingo, 7 de dezembro de 2014

As revelações do poder: em livro, Rosane conta sobre vida com Collor e fala de ritual macabro com fetos humanos

Fernando collor e magia negra
Fernando Collor e os rituais macabros


RIO — Cortejada pelo então prefeito de Maceió Fernando Collor de Mello, a menina que ainda usava uniforme escolar, aos 15 anos, e vivia sob ordens severas do pai não imaginava que seria a futura esposa do 32º presidente da República do Brasil. Envaidecida e animada com os elogios, ela levou adiante o flerte, consumado anos mais tarde, após um telefonema surpresa. O roteiro que poderia ser apenas de uma garota apaixonada esbarrou no destino atribulado de Rosane. Ela enfrentou, no centro do poder, crises de depressão, medo do suicídio do marido e “humilhações públicas”, segundo diz no livro lançado na quinta-feira, em Maceió. “Tudo o que vi e vivi” (R$ 39,90, editora LeYa) é a versão de Rosane Malta (agora com o nome de divorciada) sobre a sua relação com o ex-presidente apeado do poder.
— É uma história dolorosa e triste. Mas uma história bonita que poderia terminar da melhor forma possível. Eu aprendi desde criança a falar a verdade. Se não pudesse, não falava nada. Então, tudo o que digo no livro é verdade — afirma ela ao GLOBO.
Mesmo vivenciando a conturbada rotina de primeira-dama, com muitas brigas conjugais, Rosane subiu a rampa do Palácio do Planalto após o impeachment, apertou a mão de Collor, e disse: “Levante a cabeça. Não abaixe, não. Seja forte”. Collor é, segundo ela, o maior amor e a maior decepção de sua vida. Em 288 páginas, Rosane relata intrigas familiares, os rituais macabros que eram realizados na Casa da Dinda, os esquemas do ex-tesoureiro de campanha de Collor, além da morte de PC Farias e do destino do dinheiro do esquema de corrupção.
Durante a Presidência da República, ela conta que Collor usava a Casa da Dinda para rituais que pudessem fortalecê-lo politicamente. O relato mais forte sobre as sessões realizadas pela Mãe Cecília, de confiança do ex-marido, envolveu fetos humanos.
“Cecília me contou que, certa vez, fez um trabalho para Fernando envolvendo fetos humanos. Ela pegou filhas de santo grávidas, fez com que abortassem e sacrificou os fetos para dar às entidades. Uma coisa terrível, da qual ela obviamente se arrepende. Quando eu soube disso, chorei copiosamente”.
Um dos primeiros “trabalhos” dos quais Rosane teve notícia ocorreu quando Collor ficou enfurecido com a decisão de Silvio Santos de se candidatar à Presidência em 1989. E ainda mais com o apoio de José Sarney, seu inimigo político. O dono do SBT havia dito a Collor que não concorreria ao cargo, mas descumpriu o acordo. O candidato do PRN, então, encomendou um “trabalho”. Pouco depois, a candidatura de Silvio foi impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Perguntada se tem medo da repercussão e de possíveis processos judiciais por conta das revelações do livro, Rosane responde de forma tranquila:
— Estamos muito bem documentados. E não temos preocupação em relação isso. Tudo o que eu falei eu vi e vivi, como diz o título do livro. É realmente isso.
COLLOR E A CUNHADA
“O grande problema de Fernando era com Pedro. E o meu, com Thereza, a mulher dele”. Rosane diz que o irmão caçula do ex-marido tinha ódio do ex-presidente. Segundo ela, Pedro sustentava que Fernando cantava Thereza.
“Acredito na tese de que os dois tiveram algo antes do meu casamento e Thereza continuou apaixonada. Eu também não duvido que tenha sido por Thereza, por essa obsessão que ela tinha pelo cunhado, que Pedro resolveu destruir o próprio irmão”, diz ela.
Pedro Collor denunciou à revista “Veja”, em 1992, que PC Farias era testa de ferro do então presidente, e que o jornal Tribuna de Alagoas, que PC queria lançar em Maceió, na verdade pertenceria a seu irmão.
No período mais agitado da República desde a redemocratização, ela diz que não tinha dúvidas de que Collor era inocente. “Eu era muito nova, pouco experiente e acreditava no meu marido. Eu achava normal que as pessoas ajudassem Fernando espontaneamente, como fazia PC Farias”. Depois, no entanto, mudou de opinião e relatou que “algumas dúvidas foram surgindo”.
Rosane descreve o deslumbramento da jovem que desfrutou o poder: a dedicação ao figurino e as palavras elogiosas que trocou com a princesa Diana, além da amizade com Cláudia Raia e outras pessoas famosas. Conta que foi elogiada por Fidel Castro:
“Esse presidente do Brasil é muito esperto. Arrumou uma esposa novinha e linda” teria dito o ditador cubano a Collor. Segundo Rosane, mesmo após o impeachment, Fidel continuou a enviar charutos da ilha caribenha ao ex-presidente.
AMIGA DE ROGER ABDELMASSIH
Em busca por tratamento para a gravidez, Rosane, que abortou naturalmente filhos de Collor, procurou Roger Abdelmassih, hoje condenado a 181 anos, 11 meses e 12 dias de reclusão por abusar sexualmente de pacientes. Ele era amigo do casal.
“O doutor Roger era nosso amigo. Frequentávamos a casa dele, e ele, a nossa. Houve até um Natal em que assistimos a uma missa em sua casa antes de ir para a festa na residência de Patsy Scarpa (falecida em 2012,aos 82 anos), mãe do Chiquinho Scarpa, onde comemorei a data por três anos. (…) Fiquei muito assustada quando vieram à tona as histórias de mulheres que dizem ter sido abusadas por Roger durante as consultas”.
COLLOR NÃO TEM CARÁTER
Nos últimos oito anos, Rosane briga com Collor no tribunal para que seja reconhecido o direito de ser compensada pelo fato de ter deixado de lado a sua própria vida profissional para acompanhá-lo. Recentemente conseguiu que ele fosse condenado, mas o processo ainda não terminou.
— Muitas coisas que aconteciam, como abandonar a carreira, não concordava, com certeza. Mas não ia largá-lo. A mesma dignidade que eu tive com ele, ele não teve comigo. Ele não teve caráter — diz ela, que acrescenta:
— Eu amenizei muitas coisas que estão no livro, não passei ódio. Passei, sim, decepção. Eu não guardo ódio. Guardo decepção. Eu lutei para que a Justiça me desse os meus direitos.
Procurada pelo GLOBO sobre os assuntos descritos no livro, a assessoria de Fernando Collor ainda não retornou.
PRIMEIRA-DAMA EM APUROS
Enquanto o marido era presidente, Rosane estava à frente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), um órgão assistencial público. À época, ela foi acusada de envolvimento na compra superfaturada de 1,6 milhão de quilos de leite em pó: cerca de 25% a mais pelo quilo do leite. Além disso uma cunhada sua, que ocupava uma superintendência do órgão, foi acusada de dirigir projetos que nunca saíram do papel.
No livro, ela diz que “sequer precisava assinar a autorização para esses projetos nos Estados. Cada superintendente estadual era indicado por uma liderança política da base aliada do governo”. Sobre o escândalo do leite, diz que “não tinha nada a ver com aquilo, como ficou comprovado depois na Justiça”. Ela relata que Collor ficava preocupado que o escândalo o atingisse.
Rosane também conta que foi acusada pela imprensa de dar uma festa de aniversário para a amiga com dinheiro público. Ela sustenta, no entanto, que apenas convidou-a para um evento de embaixatrizes na mesma data de comemoração.
Além dos fatos noticiados sobre a primeira-dama, Collor preocupava-se com irmão de Rosane, “Joãozinho”, que poderia atingir a imagem do presidente. Após saber que o prefeito Canapi, Mauro Fernandes da Costa, havia falado mal de Rosane, Joãozinho foi atrás dele em um bar, sacou um revólver, e atirou contra o prefeito. “Os Malta não levam desaforos para casa e, quando alguém provoca um parente, toda a família se sente atingida”, escreve Rosane.
PC FARIAS E CONTA SECRETA
No início das investigações contra o governo, abertas em 1992 para investigar o chamado esquema PC Farias, o secretário particular de Collor, Cláudio Vieira, afirmou que os gastos pessoais do presidente vinham de um empréstimo para a campanha de US$ 5 milhões feito no Uruguai. A versão foi desmentida após uma secretária relatar que o empréstimo ocorreu depois das eleições, apenas para encobrir o pagamento das contas da Casa da Dinda.
“Quando eu ouvia de Fernando que os depósitos que recebíamos não eram fruto de negócios escusos, mas simplesmente de doações de empresas que não foram usadas na campanha, eu não tinha por que duvidar. Parecia normal para mim, talvez por inexperiência, ter recursos de campanha, e que usufruir disso não era errado”, conta Rosane.
Sobre a conta no exterior dos restos de campanha, no montante de US$ 50 milhões, como admitiu Collor em 2009 à Globonews, Rosane diz que ouviu “algumas conversas de que essa bolada realmente existia”. A versão não oficial era a de que seu irmão, Augusto, a movimentava.
Na segunda metade da década de 1990, Collor teria dito a Rosane que estava tendo dificuldade para acessar uma conta gerida pelo irmão. Ela sugere no texto que era a tal conta do escândalo. “Além do mais, eu conheci o suíço Gerard”.
Aos 50 anos, Rosane diz que ainda tem muito a contar. Outras histórias podem ficar para um segundo volume.
— Quem sabe? Vamos ver como me saio com esse livro. Depois a gente vê.
Leia alguns trechos do livro cedidos pela editora LeYa:
“O grande problema de Fernando era com Pedro. E o meu, com Thereza, a mulher dele. Em seu livro cheio de rancor ‘Passando a Limpo – A Trajetória de um Farsante’, publicado em 1993, sobre a rivalidade entre ele e o irmão, Pedro defende a tese de que Fernando dava em cima da cunhada. Eu não acredito nisso. Acredito na tese de que os dois tiveram algo antes do meu casamento e Thereza continuou apaixonada. Eu também não duvido que tenha sido por Thereza, por essa obsessão que ela tinha pelo cunhado, que Pedro resolveu destruir o próprio irmão”.
“Logo depois de Fernando assumir a presidência, comecei a ser alvo de críticas porque meus gastos aumentaram. Isso é uma bobagem tremenda. É claro que eu estava gastando mais! Afinal, eu passei a ter certas obrigações que não tinha como primeira-dama do Estado ou como esposa de um deputado federal. Uma primeira-dama do país gasta mais do que todas as outras, é óbvio! Até mesmo as roupas do dia a dia têm que ser muito alinhadas. Não se pode, por exemplo, comparecer a uma entrevista com um traje simplesinho. Para cada um dos eventos, é preciso pensar em um figurino diferente. E tem ainda as viagens… Um país diferente requer roupas específicas. E eu sempre gostei de boas marcas”.
“Pela péssima execução daquilo que ficou conhecido como Plano Collor, Zélia, para mim, está associada ao primeiro grande erro de Fernando como presidente. Na minha opinião, ela não estava preparada para o cargo de ministra, apesar de ser uma mulher muito inteligente e de ter ajudado muito na elaboração do programa de governo. Ali eu acredito que o governo perdeu muita credibilidade e tornou-se uma vitrine muito frágil para todas as pedras que foram atiradas depois”.
“Aliado a PC Farias, Fernando começou a criar a Tribuna de Alagoas. Na época, ninguém sabia que se tratava de um jornal do presidente. O que se sabia era que PC e seus irmãos estavam montando um diário que, em teoria, concorreria com o jornal da família Collor. E que, por mais estranho que fosse, Fernando apoiava a iniciativa. Só isso. Mas Fernando estava, sim, envolvido no negócio. Tanto é que discutiu com Pedro diversas vezes por causa disso. Pedro temia que a Tribuna tomasse o mercado e os funcionários da Gazeta, e cobrava do irmão uma postura enérgica, pois sabia que PC era seu braço direito. Fernando se negou a fazer qualquer coisa, o que deixou Pedro furioso.”
“Lembro apenas que, depois de um tempo de governo, Fernando começou a se incomodar um pouco com Itamar. Segundo meu marido, seu vice era uma pessoa demasiadamente sensível, que tem um ego dependente de elogios, de afago. Por qualquer coisinha, Itamar se chateava e, para que isso não acontecesse, alguém precisava sempre elogiá-lo, valorizá-lo. Fernando odiava tal comportamento.”
“Dizem que Fernando ficou devendo meses de aluguel da Casa da Dinda para a mãe, dona Leda, quando era deputado. Não duvido. Ele gastava sem saber se tinha dinheiro para bancar e, depois, tinha que fazer essas maluquices para cobrir a conta.”
“Em 12 de outubro de 1992, um helicóptero que fazia um voo entre São Paulo e Angra dos Reis (RJ) caiu e desapareceu no mar. Dentro dele estavam o deputado Ulysses Guimarães e sua mulher, além de outros passageiros e, claro, o piloto. Apesar de todas as buscas, o seu corpo nunca foi encontrado. Era a primeira manifestação do que ficou conhecido como “a maldição do impeachment”, uma série de mortes estranhas e trágicas de pessoas ligadas a Fernando ou ao seu afastamento da presidência. Além do deputado Ulysses, também Pedro Collor, PC Farias e sua mulher, Elma, supostamente haviam sido atingidos por tal maldição. Todos eles morreram poucos anos depois do impeachment. Todos vítimas de magia negra? Eu não sei quem espalhou esse boato, só sei que ele faz algum sentido.”
“Íamos ao terreiro mais ou menos uma vez por mês, mas, sempre que queria algo, Fernando ligava para a mãe de santo e ela dizia o que precisava ser feito para atingir seus objetivos. Dali até a eleição para a presidência, Fernando não vivia sem as orientações daquela mulher. A Mãe Cecília também passou a frequentar o Palácio, aonde ia para receber as entidades (os espíritos) que falavam com o presidente. Anos depois, em uma entrevista, ela contou que, aos poucos, os santos foram se acostumando com o bom e o melhor. Só queriam champanhe e uísque importado e faziam questão de fumar charuto cubano. Fernando bancava tudo isso, para que os trabalhos espirituais tivessem efeito.”
“O fato é que Fernando foi meu grande amor e também minha grande decepção. Não só por tudo o que ele me fez até hoje, mas por não me deixar viver em paz depois da separação. É claro que só vou conseguir deixá-lo no passado quando essa situação se resolver e eu encontrar um outro amor verdadeiro. Já tive alguns namorados desde a separação, pessoas muito queridas, mas nenhum conseguiu ocupar esse lugar. Mesmo assim, sinto-me bem resolvida no campo do coração.”
“Em 2014, 22 anos depois do impeachment, ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, por falta de provas, das acusações restantes referentes aos anos em que esteve na presidência do país (peculato, falsidade ideológica e corrupção). O que mais ele queria da vida? Por que nada disso lhe deu a tranquilidade para conseguir me deixar em paz, dando-me uma oportunidade para que eu também pudesse reconstruir minha vida? Ele não parecia querer me ver livre. Eu, pelo contrário, não vejo a hora de essa novela acabar. Também escrevi uma carta pedindo a ele, por favor, que parasse, refletisse, que eu aceitava a proposta irrisória só para ter um ponto final, mas não adiantou. Então não me sobrou outra opção a não ser seguir tentando, para ter o que é meu de direito.”
“Enquanto esse problema não se resolve, eu não quero parar minha vida. E este livro é a prova de que a fila anda. Há anos recebo convites para me candidatar à deputada, vereadora e outros cargos, mas não era a hora, ainda. Outros desafios podem surgir, e estou preparada para enfrentá-los. Já venci tantos problemas… Meu futuro promete!”
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/em-livro-rosane-conta-sobre-vida-com-collor-do-impeachment-ritual-macabro-com-fetos-humanos-14751084#ixzz3L54BJaTR
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