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domingo, 9 de julho de 2017

"Awòbóbó" uma interjeição de alegria e saudação a Oxumaré, Ewá e Besén


Salve os ancestrais sagrados

https://www.submarino.com.br/produto/125493849/livro-umbanda-astrologica

Há no meio da Umbanda, um movmento "branqueador", hiper indigenista, super puritanista que tenta dizer que a Umbanda é "superior ao Candomblé", que é uma religião brasileira, nascida aqui e por ai vai... Não é culpa das pessoas que aderem a essa filosofia e conceitos, mas, de lideranças que tentaram fazer uma separação e reformulação dos cultos, tradições e na forma de ver o orixá. Na verdade, sempre teimo e teimarei aqui, que a Umbanda apenas resurgiu no Brasil, ela apenas, estava esperando o momento certo de revelar-se. Até porque os orixás, já agim há muito tempo no Brasil, especialmente na macumba e outros movimentos anteriores a Umbanda reiniciada por Zélio.

A verdade é que a Umbanda é da mesma linhagem que o Candomblé e nunca será superior ou pior. São apenas formulações distintas que visam conceitos diferentes, mas, com mesmos processos e poderes sagrados. A influência de vertentes puritanistas como Kardecismo, Catolicismo e outras religiões europeias, é que forma pensamentos e interpretações erradas sobre os cultos afrobrasileiros. A Umbanda, nunca vai perder seu tripé africano, nunca vai perder seu poder ancestral vindo dos orixás e nunca terá que se curvar as religiões europeias. Ela pode se somar as religiões cristãs, espiritualistas europeias e muitas outras coisas, mas, jamais poderá ser humilhada, vista como crença de analfabetos ou primitivos. A Umbanda é grandioso, milentar, vinda de muito antes da reveleção a Zélio, basta ver o ensino dos magos que nela trabalham. Umbanda e Candomble são irmãos, são da mesma origem e tem a mesma finalidade - que é o crescimento espiritual do ser humano, a honra aos ancestrais e o poder do Criador dentro de nós.

Estou falando isso, porque nessa sanha de tentar eliminar a magia africana da Umbanda, muitos desentendidos que se passam por "mestres" tentam excluir e limitar o número de orixás. Esquecem-se assim de muitos orixás importantes do panteão, que pertente ao livro da vida o sagrado Ifá. Como por exemplo, os poderosos e portentosos orixás, Oxumaré, Ewá, Ossaím, Logun-edé, Iroko, Orumilá e assim por diante... A verdade é que os signos e códigos ancestrais,  são milhares. Não podemos limitar a Umbanda apenas a 7 poderes ou 7 vibrações. Na verdade, 7 é apenas um degrau, uma das etapadas dos poderes sagrados.

E por falar nesses orixás que muitos erroneamente tentam desqualificar ou descartar, falo aqui de uma saudações linda e importante a Oxumaré e Ewá ou Bessén:



"Awòbóbó" - que por aqui teve varias grafias - arroboboia, arrumboboia, ahumboboy, etc. etc.etc. - e também virou saudação de Besén é, na verdade, uma interjeição de alegria. Consiste em um gestual onde se "grita" colocando as mãos sobre os lábios de forma intermitente - aos moldes do que os indígenas faziam nos antigos filmes de faroeste. É uma saudação que as pessoas faziam (e ainda fazem) em louvor ao Rei, quando esteve visita sua tribo. 


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