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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Arte: Ilustrador baiano mistura influências diversas para desenvolver trabalho sobre Orixás

  desenvolver trabalho sobre Orixás
Arte: Ilustrador baiano mistura influências diversas para desenvolver trabalho sobre Orixás - Foto: Tiago Dias / Bahia Notícias

Sobre os orixás


O ilustrador baiano Hugo Canuto mistura influências que vão do desenhista norte-americano Jack Kirby ao etnólogo e fotógrafo francês Pierre Verger para desenvolver seu trabalho.  “O quadrinho é um caminho entre a comunicação e a expressão artística”, opinou em entrevista ao Bahia Notícias no último dia 17 de janeiro. Na ocasião, Canuto comemorava o sucesso da campanha de financiamento coletivo de sua próxima obra “Contos de Òrun Àiyé”, série de HQ's inspiradas nos Orixás, sem esquecer seu passado recente como arquiteto vinculado ao funcionalismo público. “Foi um período muito bom, tive minhas realizações, e que contribuiu para meu trabalhar hoje com o tema dos Orixás. Inclusive, trabalhava na Conder quando chegou ao meu setor aquele caso da depredação da Pedra de Xangô por radicais em 2014”, recordou. O artista também avaliou o atual momento do mercado de quadrinhos nacionais e o aspecto da representatividade na cultura pop.

Aos 10 anos de idade, você já tinha lido Lendas Africanas dos Orixás, clássico do etnólogo e fotógrafo francês Pierre Verger. Em relação aos quadrinhos, Jack Kirby foi uma influência, passando por quadrinistas europeus e a obra de Edison Carneiro (escritor especializado em temas afro). Gostaria que você falasse sobre a sua formação acadêmica, e de como essas referências entraram na sua vida. 
Minha formação oficial é como arquiteto da Faculdade Federal da Bahia. Trabalhei muitos anos como arquiteto, mas eu levei a arte por muito tempo em segundo plano porque a gente cresce ouvindo que não dá dinheiro e que isso não é vida. Ainda mais na Bahia. Às vezes, a maior realização de determinados pais é ver o filho funcionário público. Eu fiz concurso público. Inclusive, quando eu decidi me dedicar completamente a arte eu estava ocupando um cargo público, mas esse chamado, essa vocação, veio como uma forma de saber até onde eu poderia ir como artista e contador de histórias. O quadrinho é um caminho entre a comunicação e a expressão artística. Em 2012, eu fiz um curso de duas semanas em São Paulo que abriu a minha cabeça. Cheguei na Quanta Academia de Arte e vi que as pessoas trabalhavam com isso e viviam disso, que elas produziam a partir daquilo que elas gostavam com quadrinhos, animação.

Eu tenho 30 anos, e a formação da minha geração aqui sempre foi muito autodidata. Meus amigos que sempre fizeram quadrinho aqui são autodidatas, não teve uma escola. E a gente sempre debate que criar uma escola aqui seria lindo para explorar o nosso potencial criativo, com as histórias que nós temos e precisamos contar. Descobri isso quando fui para São Paulo. Isso mexeu muito com a minha cabeça, mas passei mais uns três anos como arquiteto ainda. Foi um período muito bom, tive minhas realizações, e que contribuiu muito para eu trabalhar hoje com o tema dos Orixás. Inclusive, trabalhava na Conder quando chegou ao meu setor aquele caso da depredação da Pedra de Xangô por radicais em 2014. Eu comecei a participar das reuniões, porque parece que a Conder era dona do terreno na época e queria fazer um parque, e pessoas de movimentos e religiões de matrizes africanas participavam delas. Nessa época eu comecei a tratar com essas questões no dia-a-dia, para além da fé e cultura, e entender que ainda hoje existe um conflito religioso muito grande nas periferias. Mas enfim, chegou um período que eu não estava mais satisfeito e muito por causa de "Contos de Mayrube", que era um projeto que eu tinha anos arrastando e não conseguia concluir. Deixei esse cargo, fui estudar em São Paulo e trabalhar como artista lá para entender como as coisas funcionavam. Passei quase dois anos lá e lancei "Mayrube". Essa foi a minha transição para trabalhar integralmente como artista.

Sobre as minhas influencias, como eu disse anteriormente, minha geração é muito autodidata. Hoje as coisas mudaram muito com a internet, mas eu tinha que comprar quadrinho no sebo que tinha na Estação da Lapa, na Coringa (que ficava na Carlos Gomes) e na Mutantes (que ficava no Largo Dois de Julho). Eu ia cavando esses quadrinhos da década de 1970 e 1980 que tinha uma estética que me agradava e era diferente do que era comum na época, que eram os heróis “bombados” em histórias sem cérebro da Image Comics. Eu tive um grande amigo que depois se tornou meu professor de faculdade, o Marcos Queirós, que era mais velho e amigo do meu pai. Ele era fã de quadrinhos e encadernar as edições que tinha. Ele me dava encadernados do Batman e do Superman dos anos 1970 da Ebal (Editora Brasil-América Limitada) para ler, por exemplo. A partir daí, comecei a formar meu repertório com mestres que desenhavam muito como John Buscema e Jack Kirby. Aquilo me fazia pirar porque Kirby trabalhava com mitologia, que é uma paixão que eu tenho desde criança. Eu não costumava desenhar o homem aranha, mas sim o Thor, os Eternos e os Novos Deuses, que nunca foram do mainstream. Quem criou os conceitos do quadrinho americano foi Jack Kirby. Tudo isso pirava muito a minha cabeça. Para além disso, os quadrinhos europeus também sempre foram uma influência, gente como Moebius e Sergio Toppi, artistas entre o mais iconográfico, sintético e realista.

Você falou anteriormente de "A Canção de Mayrube", um trabalho no qual você explora as mitologias que formaram a América e que tomou nove anos da sua vida. Para fazer esta obra, você precisou estudar a mitologia dos iorubás, por exemplo. Com o distanciamento do tempo, de que maneira você acredita que esse trabalho anterior acabou te ajudando a amadurecer ideias que você propõem em "Contos de Òrun Àiyé"?
"Mayrube" surgiu em 2007 ou 2008. Como alguém que gosta de mitologia, que leu o "Senhor dos Anéis" e adora toda essa coisa de fantasia épica, me inquietava o fato de não ter nada nesse sentido com a cultura brasileira. Na época não tinha nada, e eu comecei a construir "Mayrube" através disso. Era uma história que eu comecei a pesquisar e tentar entender lá em 2007 e 2008. O que mexeu muito comigo foi uma viagem que fiz em 2007, quando estava no primeiro ano da faculdade de arquitetura, para Mirandela que é a aldeia indígena do povo Kiriri, que fica no sertão perto de Banzaê e Ribeira do Pombal. Eu nem sabia que existia índio no nordeste da Bahia. Fui com aquele meu amigo, Marcos Queiros, meu pai e uma colega minha.  Passei uns dois ou três dias lá, e o que mais me impressionou foi descobrir que meu avô, pai de minha mãe, nasceu lá quando eu voltei. Ele me contou isso já aos 96 anos. Isso mexeu muito comigo, a coisa da identidade. Nós não sabemos quem são os nossos antepassados no Brasil. A partir daí eu comecei a pensar no projeto, pesquisando. Eu tenho um universo pronto, com mais de mil páginas de conteúdo. Eu estava inclusive escrevendo um livro agora em agosto quando fui atravessado por essa ideia dos Orixás e parei. Mas "Mayrube" é universo que eu construí através de referências. Em 2011, eu fiz intercâmbio para a Espanha para me formar, e tive um contato ainda maior com as culturas e arquiteturas Incas e Astecas. Bem ou mal, o acervo está lá, e isso foi enriquecendo o meu repertório. O que é essencial já que eu ainda quero escrever essa história que remete a formação da América Latina. Essa estrutura grandiosa parece arrogante, mas a ideia é criar uma civilização miscigenada dentro do contexto de fantasia, que é e sempre foi muito eurocêntrica. Tolkien não tem negro. É legal, mas não mexe comigo, eu não vejo os nossos elementos. Não estou criticando, entendo que é o contexto dele. Agora, temos que fazer o nosso. O Game of Thrones do George R.R. Martin é muito mais diverso, o que é um sinal dos tempos, graças a Deus.  As civilizações daquele mundo têm uma diversidade maior, mas ainda assim não são o centro daquelas histórias. Então, "Mayrube" sempre foi esse sonho que ainda está acontecendo. A pesquisa sobre a cultura iorubá entrou nesse contexto. O que eu ganhei muito pesquisando para esse trabalho ao decorrer desses anos foi que, por exemplo, quando eu parti para pesquisar sobre os Orixás eu tinha uma sistematização do que eu iria fazer, das etapas e do que eu iria fazer. "Mayrube" foi um universo que eu criei a partir de uma costura de culturas. Os "Contos de Òrun Àiye", não. É uma obra inspirada nas narrativas dos Orixás, e existe um limite muito claro do que eu posso ou não fazer. Me aconselharam a ficar restrito aos mitos, sem entrar em questões que envolvem os rituais.  Tenho alguns consultores que me orientaram a pegar as histórias e trazer para a linguagem, contando dentro de uma estética, mas deixando de fora certas questões. Eu falei para eles que o que não me contassem o que não poderia ser explorado porque a cabeça no processo criativo absorve as coisas como uma esponja, até inconscientemente. Existe essa coisa delicada que precisa de um cuidado.  Tanto que quando esse projeto começou a reverberar na internet, a primeira pessoa com quem conversei foi Russo Passapusso. Ele me alertou sobre o tema mexer com diáspora, hiperlink, e disse para eu ter cuidado com quem me procurasse para falar do assunto, que eu pedisse sempre que fosse feito de uma maneira responsável. Eu estava começando e essa conversa sempre meio que norteou esse projeto.

A tradição de religiões de matrizes africanas está muito ligada à oralidade. Dessa maneira, existe uma dificuldade de existirem relatos precisos das histórias que envolvem essas religiões com um todo.  Qual estratégia você usou já que não existe no Brasil esse registro histórico para imprimir nos seus quadrinhos algo que remeta à essa historicidade dos Orixás e da própria construção da mitologia?
Minhas fontes são Verger, Reginaldo Prandi, José Beniste. Verger, por exemplo, fez toda essa coleta da história da África no Brasil. Eu me atenho muito aos escritos porque é onde eu posso, diante de uma escolha, dizer "olha, eu fiz dessa maneira porque nesse relato estava assim". Eu não me atenho ao cara me contar uma coisa porque existem muitas versões. Então, eu me atenho mais aos escritos. Por exemplo, existe o livro de um antropólogo baiano, o Fábio Lima, chamado 'A Diáspora e Ancestralidade". Ele esteve na Nigéria, e há relatos interessantes dele lá. Ele fala algo muito bonito: "No final entendi que a África que nós sonhamos está aqui na Bahia". A de lá não é mais a que a gente imagina. Então, é importante entender essa visão do orixaismo lá. Eu pego muito desses autores consagrados. Não trabalho em cima da obra de um específico porque acredito que seria até um plágio, mas eu trabalho com referências. 

Quando você começou a produzir material abordando a temática não havia uma oferta tão grande de obras e autores trabalhando esses aspectos da nossa cultura. Contudo, houve uma mudança de cenário nesse sentido. Dos materiais produzidos para literatura ou quadrinhos, existe algum que tenha te conquistado de uma maneira especial? 
Acredito que ainda existam poucos.  Esse ano nós estivemos na Comic Con Experience (CCXP) e foi possível ver o quanto a cultura brasileira não penetra em certos espaços.  A cultura Negra, Afro, Indígena e Luso Brasileira não penetra. Eu ficava observando vários artistas brasileiros só vendendo desenho do Batman, Superman e Mulher Maravilha. Você vai conversar com o cara e ele responde que só faz aquilo porque é o que vende no final das contas. Eu não tenho nada contra, até gosto, mas não desenho super-heróis. Meu tempo é curto, e ou eu desenho algo que eu identifico como meu ou escolho desenhar algo que é copyright de outro cara. Não estou criticando, a base da minha formação como artista foram esses gibis, mas é uma opção minha. Lá esse ano tinha, além de mim, o Alex Mir e o Caio Majado. Eles sim pioneiros que lançaram lá em 2010 o "Orixás - do Orum Ao Ayê", o primeiro quadrinho com a temática, se não me engano.  Tinha um outro rapaz também, cujo nome me esqueci, que estava lançando um quadrinho fantástico chamado "Zé Pelintra", sobre o Exu na visão da Umbanda. Haviam outros caras com quadrinhos de temática indígena, mas éramos uns 10 em um universo de 500 artistas produzindo algo ligado à essas temáticas. Outro cara que é uma influência para mim é o PJ Pereira, autor de Deuses de Dois Mundos. Conversei brevemente com ele logo no início do projeto e ele me deu muitos conselhos.

Para concluir, eu gostaria que você avaliasse o contexto atual do mercado de quadrinhos brasileiro.
Houve uma explosão nos últimos sete anos. Os custos baixaram, o acesso a editoração, fechamento de design etc.  As pessoas se qualificaram e muitos artistas independentes acabaram surgindo. Inclusive, movimentos feministas e LGBT's ganharam visibilidade e contando outras histórias. O Brasil sempre teve o grande problema de só absorver, e hoje muito menos, quadrinhos de super-heróis. O quadrinho europeu, que tem uma qualidade narrativa e estética impressionante, não entra aqui. Também existe a questão do álbum ser caríssimo de produzir. Então, nós fomos mal alimentados por muito tempo, e a tendência era reproduzir essas coisas. Depois veio o Mangá, que já abriu mais o nosso repertório e hoje está lindo de ver. Para você ter uma noção, em 2016, o Brasil produziu cerca de dois mil títulos diferentes. A França, que é o maior mercado do ocidente, lançou seis mil títulos no mesmo período. A diferença é que eles têm editoras e toda uma estrutura comercial. Aqui nós temos dois mil produzindo como eu, através de financiamento coletivo e engajamento do público, meio que empreendendo no risco de fazer e com algumas editoras mais sérias. Ainda é algo muito pulverizado, com produções muito individuais. O que impulsiona são eventos como a Gibicon (em Curitiba) e CCXP (em São Paulo), por exemplo. Então, cresceu muito, mas ainda falta ganhar musculatura no quesito de distribuição pelo país, por exemplo.  Contudo, isso é natural. Nos Estados Unidos, até hoje, as editoras tem dificuldade com isso.  Cresceu muito, está muito bonito e diverso. São histórias muito diversas sendo contadas por grandes artistas. É um momento de fato dourado para a produção, mas ainda precisa crescer em termos de venda e como chegar às pessoas.

Fonte/Bahia Notícias

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A Musa Dani Dillan do bloco Agytoê tem relação íntima com o mar

  relação forte com o mar
Dani diz que tem uma relação forte com o mar (Fotos: Alexandre Durão/ G1)

Dani Dillan é uma das fundadoras do grupo que nasceu no dia de Iemanjá. Musa disse que movimento surgiu para ser, além da festa, uma representação cultural


A apaixonada pelo mar, Dani Dillan afirmou ao G1 que não poderia ser musa de outro bloco de carnaval que não fosse o Agytoê. Fundadora do grupo, a atriz disse que o mar é simbólico para os participantes porque o primeiro show, ou o “batismo” como ela comentou, foi no dia 2 de fevereiro, data em que se comemora o Dia de Iemanjá.

“Uma das músicas que a gente canta é sobre mar, mas eu sinto que as músicas vieram falando de mar porque por acaso o primeiro evento oficial que o Agytoê tocou foi no dia 2 de fevereiro [dia de Iemanjá] então foi o nosso batismo mesmo e então temos essa relação. Sendo que a minha relação com o mar, fora o agito, já vem desde a minha adolescência porque eu surfo. Para mim, casou muito bem eu ser mãe de um bloco que nasceu no dia de Iemanjá. Eu não tenho nenhum religião específica, mas eu e o mar sempre fomos íntimos, é um lugar que eu sempre agradeci e pedi”, explicou.

A representante do Agytoê no concurso de musas explicou que o movimento surgiu em uma conversa entre amigos que tentavam criar uma forma de se divertir no carnaval. A ideia se concretizou e o grupo decidiu levar o samba reggae para as ruas do Rio. “Eu sou uma das fundadoras do Agytoê junto com uma galera. A gente começou a chamar os nossos amigos para fazer uma festa no carnaval porque a gente percebeu que o carnaval estava muito cheio e a gente tinha que criar a nossa brincadeira. Como artistas, a gente ocupou as ruas trazendo o samba reggae. Então surgiu o Agytoê para a gente se divertir e tornou um trabalho”, contou Dani.

Carnaval não é só oba-oba Apesar de muita festa e comemorações, o bloco tem a proposta de relembrar a história da resistência negra no Brasil. Para a candidata, o desfile vai “além da festa” e significa ainda uma expressão cultural e de liberdade. “É uma responsabilidade grande representar o agito. Para mim é um ato político, o carnaval em si é uma expressão de liberdade. Um momento que a gente se coloca e o samba reggae tem toda uma história de resistência negra vindo da Bahia. Então a gente tem um respeito muito grande com isso. Não é só ‘oba-oba’, pode parecer só diversão, mas tem todo um significado e motivo para tudo. É muito além da festa”, disse.



Dani se considera mãe do Agytoê por ser uma das fundadoras, é a musa do grupo e, além disso, é percussionista do bloco. O que surgiu de uma conversa entre amigos, acabou se tornando uma família. Ao ser questionada sobre o que resumiria o “agito”, a musa falou em “transância”, um conceito trazido por eles que representa, principalmente, o respeito entre as relações pessoais. “Se eu tiver que escolher apenas uma palavra para resumir o Agytoê seria ‘transância’. É um conceito que a gente está trazendo e que muitas pessoas ainda não entenderam. Está muito relacionado com respeito, troca e compartilhamento de sentimento nas relações. Não está apenas ligado ao sexo, mas em toda relação que exista. Porque não existe relação sem respeito e a transância é isso”.

Musa com personalidade e fora do padrão Durante a conversa com o G1, Dani Dillan comentou que tudo que demonstra força ou personalidade chama sua atenção. Ela contou que se inspira e admira a cantora e compositora Cassia Eller. O que mais a chamou atenção, desde seus oito anos, foram as posturas política e artísticas de Cassia. Estar fora do chamado “padrão social” também desperta o interesse da musa do Agytoê. “Se alguém me perguntar sobre um ídolo que eu tenha ou uma pessoa que me inspira, a minha resposta é a Cassia Eller. Gosto dela pela história, por tudo que ela fez e representa, as coisas que ela trouxe de mudança. Mesmo as pessoas não assimilando até hoje o que alguns artistas, não só a Cassia Eller, trazem para a sociedade. Ela foi mãe por ela mesma e foi uma mulher muito forte na minha opinião. A postura artística e política dela são marcantes”, disse.

“Tudo aquilo que mostra que não existe um padrão a ser seguido me atrai. O mar e a Cassia Eller representam muito isso. O mar, por exemplo, um dia vai estar flat que você pode boiar e tem o dia que você pode morrer nele. Não existe padrão, como não existe ‘aquela pessoas é boazinha’. Todo mundo tem um pouco de bom e de ruim. A gente pode ser mau ou bom, é uma escolha pessoal. Isso se aplica no agito, a gente foge dos padrões com certeza”, completou.




 Por Matheus Rodrigues, G1 Rio

'O Arco e Arkhé' : Escritor lança obra sobre literatura afro-brasileira e africanas na Bahia

Escritor e professor Henrique Freitas lança obra sobre literaturas negro-brasileira e africanas na Bahia (Foto: Antônio Terra/Divulgação)

Evento no espaço do Rio Vermelho, em Salvador. Livro 'O Arco e Arkhé' reúne ensaios do professor Henrique Freitas.


O professor e escritor Henrique Freitas lança na quarta-feira (8), o livro "O Arco e Arkhé: ensaios sobre literatura e cultura". O evento será a partir das 18h30, no espaço Tropos, localizado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A entrada é gratuita.
Além do lançamento do livro, o público poderá bater um papo com o escritor, seguido de autógrafos e música ao vivo. Este é o primeiro lançamento de 2017 da Editora Ogum’s.
A obra de Henrique Freitas, com quase 300 páginas, reúne ensaios sobre as literaturas negro-brasileira e africanas, além da teoria literária e crítica cultural. Os ensaios que estão no livro "O Arco e Arkhé" foram escritos pelo professor nos últimos 10 anos e traz conceitos elaborados pelo autor.
Na obra, a apresentação, prefácio e posfácio são assinados por nomes dos estudos literários, como Edimilson de Almeida Pereira, Denise Carrascosa e Félix Ayoh’Omidire.
SERVIÇO
Lançamento O Arco e Arkhé: ensaios sobre literatura e cultura
Local: Tropos | Rio Vermelho
Data: 8 de fevereiro de 2017
Horário: 18h30
Entrada gratuita
Fonte G1/Ba

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Prosperar e enriquecer - usando a numerologia cabalística, pitagórica ou dos caldeus

  cabalística, pitagórica ou dos caldeus
Prosperar e enriquecer - usando a numerologia cabalística, pitagórica ou dos caldeus

O poder real dos números pouca gente conhece e não é o método ensinado no Brasil ou no Ocidente

Meus livros na Saraiva - últimas unidades: http://busca.saraiva.com.br/?q=Carlinhos%20Lima

Olá queridos internautas. Que a paz do Criador esteja com todos!
Em primeiro lugar, quero agradecer os inúmeros emails, mensagens de apoio, pessoas contando que compram um de meus livros ou os dois! Fico muito feliz. E como venho publicando aqui, aproveito pra juntar assuntos e perguntas que se repetem, pra responder de uma vez aqui no blogue, onde os acessos aumentam à cada dia!

Bem, quero responder, sobre um assunto que se repetiu por alguns emails de vários cantos do país, pessoas perguntando sobre o mesmo assunto. Recebi email de uma leitora estudiosa de ciências esotéricas, lá de Joinville em Santa Catarina, que bateu com os questionamentos de outros internautas. Um rapaz de Belém do Pará, uma jovem universitária de Macaé, no estado do Rio de Janeiro, um garoto que estuda misticismo lá em Cabrobó em Pernambuco, um espiritualista de João Pessoa na Paraíba, uma jovem evangélica de Petrolina no Pernambuco, uma kardecista de Nazaré Paulista em São Paulo e uma bruxinha wicca de Ribeirão Preto. Todos esses emails vieram com perguntas sobre numerologias e aproveitando alguns outros, tentarei colocar no mesmo tema outra pergunta bastante interessante sobre alfabetos antigos.

Bem, os questionamentos a que me refiro aqui são sobre numerologia, especial, algumas da moda que surgem do nada. Perguntaram sobre numerologia dos Caldeus se ela realmente funciona e se é a maravilha toda que dizem que é!? Caros leitores, todo seguimento esotérico eu respeito, sempre ira servir pra alguém, de alguma forma. O que me incomoda é quando a pessoa sobe num pedestal de soberba e diz "meu método, realmente funciona, está acima de todos os outros e é inovador". Não é bem assim. Todos sabemos que toda ciência esotérica existe no campo da subjetividade. Sem essa de dizer que é o "único sistema fantástico que funciona". Esses mesmos argumentos são usados por outro seguimento que alguns chamam de "Numerologia Cabalística", ao mesmo tempo que dizem não ter nada haver com Kaballah - vai entender!?

Bem, tanto essa tal numerologia dos "caldeus", quanto a tal numerologia "cabalística", são propagadas aos quatro ventos e na mídia, como sendo um "método fantástico", que só eles tem e conhecem. Dizem até que é uma ciência "inigualável que tem mais de 8 mil anos". Balela pura, pois tanto uma como outra, são criações novas, em especial a que conhecemos no ocidente é método recente, adaptações, tão subjetivas, quanto qualquer outro oráculo.  Muito longe desse grau de precisão que alega-se. Não podem garantir quanto ao significado dos números, não podem garantir sobre a aplicação profunda dos calendários, como já expliquei em outros posts e não podem garantir sobre a interpretação dos valores de nomes pessoais. Esse papo de sugerir o uso de um determinado número na porta, na placa do carro e no telefone, é método tão batido e sem sentido, quanto comer nhoque no dia 29 de fevereiro.

São adaptações, feitas no Brasil, distante da Guematria e da Kabbalah Judaica que foi quem realmente criou o método entre místicos rabinos. Além disso, ninguém tem conhecimento sobre a metodologia usada pelos caldeus, que foi um povo que sumiu com sua cultura há muito tempo. Mesmo a astrologia, que era a area de maior interesse deles, pra entendermos como é em nosso tempo, precisou de profundos estudos em diversas outras culturas e povos.  Também esse papo de que é uma ciência fantástica que tem as chaves da riqueza e sucesso, é apenas mais uma vez subjetividade, vendida como verdade. Se realmente eles tivessem a chave da riqueza, não ficariam lançando curso toda hora e implorando pra você fazê-los. Você já viu quem tem a chave da magia, da pedra filosofal e do poder repartir com alguém? E se tivesse, precisariam perder horas e horas, dando cursos, vendendo coisas pela internet e ficar de blablablá? Claro que não! Os grandes magos e grandes rabinos, não revelam os grandes segredos, apenas falam superficialmente. 

Muitas pessoas sendo induzidas a pagar mais de 4 mil reais por um curso, iludidos que será a melhor profissão do Brasil, pois, depois do curso, cada numerólogo, "ficaria rico rapidinho", vendendo mapas! Ora bolas, se essas pessoas tem mesmo a chave da riqueza e lucram tanto com mapas, acham mesmo que eles iriam repartir? Se eles lucram mesmo 30 ou 40 mil por mês fazendo mapas, iriam querer concorrentes? Claro que não! O que há de tão extenso pra se aprender em numerologia, pra termos cursos básicos, cursos avançados e cursos especiais? Se o assunto é pequeninho, porque num curso único não se aprende logo tudo? Porque se fatiar e alongar com invencionices, vai dar muito mais lucratividade!

Como eu disse, toda metodologia criada funciona. Mas, não funcionará pra todo mundo, não é verdade absoluta, nem ciência exata e muito menos estará acima das demais.  Vender ilusões é muito fácil, especialmente nos dias de hoje. Como vemos pastores que se dizem "representantes de Deus" que trazem riqueza "rápida e fácil", mas, vivem distribuindo carnês e implorado no rádio, internet e TV, por contribuições, pois se não tiver quem contribua, não terão como pagar as contas! Da mesma forma, esses vendedores de cursos de prosperidade e riqueza, se ficar sem clientes dois meses, estarão ferrados e choramingado. Mas, brasileiro adora apostar em ilusões e ser seguidor. Brasileiro nunca procura seguir sozinho, sempre vai querer ouvir bancar o pastor, o padre, o pai de santo ou o vendedor de cursos milagrosos!

Bem caros irmãos. Se vocês se identificaram com essas numerologias e acham elas fantásticas, que estudem então. Que use nas suas buscas por conhecimento. Mas, sem serem ludibriados, achando que estão a acessar o segredo da "pedra filosofal", pois isso está longe de acontecer. Não pense que só por saber de alguns números projetados ou estipulados sobre você, seu nome, sua data de nascimento e sua missão, que a vida vai se tornar fácil ou rica sem ter trabalho. 

Pra finalizar,  como mencione, o alfabeto mais velho da Terra é o Alfabeto Watan, conhecido por alguns como acadêmico. Dele é que poderá surgir numerologias mais profundas, sigilos e uso na magia com maior propriedade, pois leva em conta os astros e a magia que criou o universo. Ele é mais antigo e mais profundo que o alfabeto hebreu, que o sânscrito e o devanagare. Meu próximo trabalho trará uma numerologia, em torno desse nome e do calendário astrológico, que é bem mais profundo que a numerologia que conhecemos hoje em dia na mídia.

Muitos vendedores de cursos, não cansam de repetir, que essas numerologias modernas são fantásticas e as "mais incríveis" do mundo, mas, é só marketing, são apenas adaptações. Não há conteúdo pra extensos cursos, o conhecimento de um curso de numerologia cabalística por exemplo (a que conhecemos no Brasil e não a da Kabbalah) cabe numa apostila, tanto que quando compramos um livro de numerologia, a maior parte do conteúdo é falando de supostas aplicações de numerologia em trechos da Bíblia, citando mudanças de nomes de patriarcas pra aumentar o conteúdo. E também não é verdade que os ricos do mundo, utilizam numerologia pra ficar rico. Eles quando utilizam, se baseiam mais na astrologia, magia e sociedades secretas.

Shalom a todos

Carlinhos Lima 

Meus livros na Saraiva - compre já o seu: últimas unidades: http://busca.saraiva.com.br/?q=Carlinhos%20Lima 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Anjos e orixás são apenas consciência e dependem de nossa fé pra existir?

  dependem de nossa fé pra existir?
Anjos e orixás são apenas consciência e dependem de nossa fé pra existir?


Os anjos e orixás existem, independente de nossa fé ou nível de consciência


Alguns esotéricos, pesquisadores e vendedores de cursos, pregam que anjos, orixás ou guias, são apenas "consciência", o que não é verdade! É evidente que a consciência é importante no processo, mas, anjo é muito mais que isso. Não pensem que a Cabala ou qualquer filosofia esotérica tem a resposta definitiva como querem vender em cursos por ai. O anjo existirá independente que acreditemos neles ou não. Eles vão tá lá agindo pelo equilíbrio do mundo e do cosmos independente de nossa fé. Esses vendedores de cursos, querem nos fazer acreditar que nós criamos tudo, fazemos o que queremos e que nós ditamos as regras. Balela. Esse papo de denso ou sutil, é uma das regras, pois se estamos mundo densos em relação ao anjo, é evidente que jamais vamos conectar nossa energia interior a deles, mas, longe de ser apenas uma consciência. Não pense que quando morrermos vamos nos deparar com um anjo que nós idealizamos ou apenas de acordo com nossa consciência. Vamos encontrar com a Justiça Divina, uma inteligência superior, que não tem nada haver com nossa consciência humana limitada. Vamos encontrar forças regentes do cosmos, que não tem nada haver com nossa vontade. Se dependesse de nossa vontade tudo seria fácil, uma festa! É por isso, que tá cheio de gente por ai dizendo que tudo é perdoado, que tudo depende de nossa vontade, mas, é apenas balela de vendedores de cursos e palestras. Basta olhar a vida, pra perceber que nossa força é bem limintada, basta um virus pequeno da gripe entrar em nós pra ficarmos na cama todo molinho! Não temos esse poder que vendedores de curso, de uma tal consciência cósmica, quer nos fazer acreditar. Tudo isso que eles pregam é baseado em livros da filosofia oculto, que foi escrita de acordo a teorias de seus autores, que é muito legal, mas, tá longe de abranger toda verdade. Aliás, nem sabemos até onde atingiu mesmo a verdade. Só que tá cheio desse pessoal, enchendo os bolsos com salas cheias de pessoas que adoram serem lideradas. Elas não se sentem capazes de estudar um livro por conta própria, querem achar tudo pronto e por isso, são manipuláveis sua vida toda.



Orixá e Preto Velho por exemplo, existem nos terreiros, não porque os médiuns acreditam neles, mas, porque são forças espirituais sequenciais, ou seja, está interligada a força criadora, aos ancestrais e a natureza. Não depende que acreditemos ou não neles. Teve até um esotérico que disse que "tem preto velho nos terreiros, porque as pessoas acreditam neles, mas, se acreditassem em elefante colorido, iríamos encontrar elefantes nos terreiros...". Ora, isso é uma piada ou uma ofensa a crença alheia! Nem tudo que o homem acredita passa a existir! Tem muita gente que acredita em alienígenas e eu nunca vi um encarnando num terreiro! Tem gente que acredita em fadas, gnomos e outras coisas, mas, nunca vimos essas forças elementais, encarnando em terreiros. Elas até existem, mas, não são da mesma vibração ou missão de um orixá ou anjo por exemplo. Preto Velho vai existir num terreiro, independente de nós acreditarmos ou não. Mas, é esse nível de cursos que tá rolando, especialmente nas grandes metrópoles do país, bagunçando ainda mais o esoterismo, não explicando nada direito e criando estigmas perigosos sobre coisas sagradas.

A magia é mais complexa do que se pensa e mais séria também. Também, não acredita em quem diz encarnar anjos, pois isso não tão simples. Anjos não são encarnantes, assim como também orixás não são. Encarnam, guias, protetores e mensageiros, num nível menor. Não muitos médiuns no mundo, com capacidade de incorporar um arcanjo ou querubim. E os que poderiam atingir este nível, teriam que ter uma vida especial e não seriam um cidadão comum, aficionado por dinheiro e poder. Até Lúcifer que também é uma força muito poderosa e maléfica, não é nada fácil de incorporar. Até já teve e ainda tem quem tenha contato com ele, mas, por visão e outros métodos, mas, não incorporado. Ele carrega uma força muito potente de dor, rancores, medos e muito mais, que mataria a pessoa em segundos. Portanto, quem alegar recebê-lo em terreiros ou rituais idiotas de inconsequentes, também não acredite. Os que se mostram endemoniados, nada tem haver com Lúcifer, mas, com entidades menores, mais próxima aos humanos. 

A questão de um endemoniado falar nomes e línguas estranhas, se identificar com o Diabo e citar nomes de anjos caídos, é apenas por representar essas forças, por ser seguidor, por ter contato com eles e representar seus projetos, talvez até passando uma mensagem deles, mas, jamais serão os próprios anjos caídos pessoalmente. As magias dos anjos, que hoje em dia estão na moda e são tão usadas, com sigilos e alfabetos enochianos, também, não são usados com a perícia devida, por isso, são muito perigosos. Quem conhece bem, o tema, os sigilos e sabe da gravidade do assunto, não usa, a menos que seja pra algo muito importante. Jamais vai usar de forma banalizada. 

Portanto, respondendo aos vários emails que recebi, dando sequência aos posts de respostas sobre temas, que os leitores questionam mais, eu reafirmo: anjos e orixás, não são apenas consciência pessoal, eles são mais que isso. Eles já existiam antes de nascermos e existem desde a fundação do mundo, portanto se você acreditar neles ou não, eles vão está lá da mesma forma. Se rezarmos pra eles ou não, se temos essa sutileza pra nos conectar com eles ou não, eles vão agir da mesma forma. Especialmente os anjos da guarda, que tem missões com nossa ancestralidade. Não pense que só quem reza, terá proteção dos anjos. Também não pense que anjos da guarda, são apenas desencanados que ascenderam, como seguimentos kardecistas querem pregar. Há pessoas que tem um ancestral como anjo da guarda, mas, há outras que tem sim um anjo que nunca encarnou, do seu lado, por isso, há pessoas mais fortes que outras a nível espiritual.

Mesmo que não rezemos, não acreditemos em Deus ou não saibamos nada de esoterismo, lá estarão os anjos e orixás da mesma forma. Teremos uma coroa astrológica e ancestral do mesmo jeito. Até porque nem todo mundo nasceu pra ser religioso ou ter fé. Alguns vieram a esta vida pra ser materialistas mesmo e aprender a achar o caminho de volta. Mas, sabemos sim que a fé é importante, pode facilitar o processo sim de retorno ao Deus Criador e ter mais afeição dos anjos. Porém jamais poderemos julgar alguém que não tem religião ou diz não ter fé. Ele pode ter mais proteção do que um que vive todo dia nas igrejas e nos templos. Até porque muitos vivem na igreja todo dia, muito mais por ter a consciência pesada e não ter uma fé firme, do que por serem iluminados. Muitos vivem cantando hinos bíblicos e falando em Deus toda hora, muito mais por modismo, pra agradar a família e pra mostrar a sociedade que reza. Enquanto outros, nem dão liga pra isso e vivem muito mais livres, leves e iluminados, pois fazem tudo com naturalidade, sem pressão religiosa e cumprindo o que vieram fazer aqui. Por isso, nunca devemos julgar ninguém pelas aparências, pois o plano espiritual, não está visível aos nossos olhos limitados.

Shalom a Todos

Carlinhos Lima
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